terça-feira, 16 de maio de 2017

Verônica 24ªParte

Verônica desceu para o café da manhã e encontrou Lena ajeitando a mesa.

_Bom dia Lena. Já tomou café?

_Bom dia menina! Já sim, levanto com as galinhas você sabe! -sorriu sentando-se de frente para verônica. _Pelo que sei está tudo resolvido entre você e Nelsinho, que bom que tudo acabou de forma pacífica não é minha filha?

_Pois é Lena, quem diria quando chegamos aqui, que ao sair minha vida teria outro rumo. –Ela comentou naturalmente, sem tristeza ou amargura, enquanto se servia de um pedaço de bolo.

_E quem somos nós para achar que nossa vida tem rumo certo? Antes de ir embora hoje, Nelson disse que é pra você aguardar o telefonema do doutor aqui, não voltar para São Paulo antes que ele fale com você.

_Ele já foi embora? –Perguntou Verônica.

_Foi sim, logo cedinho.

_Estranho ele pedir que eu fique aqui!

_Ele também me disse que pensa em dividir a fazenda para que metade dela seja sua! Eu quase dei um grito de felicidade. Mais eu controlei sabe. -Lena falou séria como se preocupada com os sentimentos de Nelson.

_Você é muito especial Lena, sabia? – Verônica pegou gentilmente a mão de Lena sentindo-se feliz por ser querida por ela. _ Vou ver Pedro, esta em casa ou nas baias?

_ Quando sai de casa ele estava dormindo, é bom que você vá ver o que ele tá aprontando. Ele não para um minuto Verônica parece criança. Pior é que não me ouve! –Lena falou contrariada.
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Verônica entrou na casa de Lena, tudo estava em silêncio, pensou que Pedro deveria estar visitando as baias e virou-se para sair quando ouviu um barulho vindo do quarto dele.

_Pedro? – Ela chamou apreensiva.

_Verônica? Entre estou aqui no quarto. -Respondeu.

Ela abriu a porta e lá estava ele, com uma toalha na cintura e outra enxugando os cabelos.

_Pedro! O que aconteceu, que barulho foi este? -Perguntou assustada.

Ele virou pra ela e olhou atrás da porta enquanto explicava:

_Foi a bengala que rolou de cima do guarda roupa! Porque?

_Deixa pra lá. -Ela desconversou. _Você está bem?

Ele abriu os braços em forma de cruz segurando uma das toalhas enquanto a outra continuava presa à cintura.

_O que lhe parece? –Ele perguntou com sorriso maroto, ela ficou uns instantes observando aquele homem caminhando devagar em sua direção.  Respondeu sem pensar:

_Me parece muito bem. Bem...sim, está muito...está muito bem! –Verônica sentia novamente seu corpo tremer ao sentir que ele se aproximava dela não conseguia parar de gaguejar.

_E você gostou de me ver...bem? 

Eles estavam muito próximos, ela podia sentir o calor dele. Seu coração disparou, ela mal conseguia falar direito. Só conseguia sentir seu corpo quase grudado ao dela.

_Adorei...ver você...

Pedro colocou as mãos na parede mantendo Verônica cercada por seus braços. _Verônica... -Ele sussurrou o nome dela. Verônica fechou os olhos num gesto de entrega. Ele puxou-a para junto dele, agarrou seus cabelos e a beijou com paixão.

Os dois se entregaram aquele beijo esquecendo o mundo lá fora. Era um momento só deles.

Ela não o impediu, não queria e não iria resistir a ele...e tão pouco queria sair de seus braços.
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