_E onde entra o que você me falou na casa de Lena? Como meu pai me... vendeu pra você? –Ela segurava o choro, mas as lágrimas insistiam em rolar por sua face.
Nelson sentou-se novamente na beira da cama e continuou a falar.
_Depois deste acontecido, meu pai afastou-se da fazenda do Jaguar e do amigo, não comentou nada com Ernesto. Simplesmente me mandou para São Paulo, uma forma de me manter longe de Ernestinho. Mas mesmo assim nós continuamos a nos ver, ele viajava todos os meses para ficarmos juntos e quando meu pai descobriu, ele procurou o seu pai Verônica. Você sabe que eles estudaram e trabalharam juntos quando jovens!
Cabisbaixa tentando puxar na memoria os acontecimentos, Verônica se lembrou do dia em que conheceu o Sr. Nelson e pouco tempo depois lhe apresentaram Nelson.
_ Sim, eu sei!- Ela respondeu esperando que ele continuasse a contar.-
_Meu pai sabia que seu pai estava endividado e precisando de dinheiro. Lembrou-se de que ele falava muito de você, do quanto era bonita, da boa educação que tinha e do sonho de se casar. Foi então que ele confidenciou todo o acontecido a seu pai e propôs que se nós nos casássemos, eu teria uma esposa e ele quitaria todas as dívidas de seu pai.
_E meu pai aceitou isso? – Ela estava triste e desapontada.
_Não Verônica, seu pai não foi tão crápula assim. Ele disse ao meu pai que iriam nos apresentar um ao outro, e se você não mostrasse nenhum interesse por mim, não iria obrigá-la a nada. Mas caso você ao me conhecer demonstrasse um interesse espontâneo ele concordaria. Caso contrário ele continuaria com as dívidas, mas não faria a filha casar obrigada com quem não amasse, ainda mais por dinheiro.
_Me lembro bem do dia em que te conheci, fui eu mesma que falei para ele marcar um jantar, para que pudéssemos nos conhecer melhor, conversar mais. Eu havia gostado de você no dia em que nos conhecemos, agora começo a entender. Meu pai insistia se era mesmo o que eu queria, se eu tinha certeza de que o amava mesmo. Então...ele não me vendeu como disse!!! Querendo ou não eu amei você desde o primeiro dia em que te conheci. Amei até....
_Até ...??? –Ele quis saber quando o amor dela havia acabado.
_Até você começar a me usar Nelson. Você transformou, com seu comportamento meu amor em... em nojo, raiva, tristeza. –Ironicamente ele a olhava como quem não soubesse do que ela falava. - você sabe do que estou falando, pare de olhar assim.
_Você sente raiva de mim? Ele perguntou
_Agora? Não, agora sinto pena!
_Porque Pena? Perguntou ressabiado.
_Pena Nelson, porque você foi e é infeliz, porque fez com que minha vida se tornasse um inferno, uma tortura. Você me conhece, se tivesse me falado eu entenderia, você sabe disso, não precisaria ter me submetido a tanto sofrimento com suas manias. E quem sabe hoje estaria vivendo com alguém que realmente amasse!
_Depois deste acontecido, meu pai afastou-se da fazenda do Jaguar e do amigo, não comentou nada com Ernesto. Simplesmente me mandou para São Paulo, uma forma de me manter longe de Ernestinho. Mas mesmo assim nós continuamos a nos ver, ele viajava todos os meses para ficarmos juntos e quando meu pai descobriu, ele procurou o seu pai Verônica. Você sabe que eles estudaram e trabalharam juntos quando jovens!
Cabisbaixa tentando puxar na memoria os acontecimentos, Verônica se lembrou do dia em que conheceu o Sr. Nelson e pouco tempo depois lhe apresentaram Nelson.
_ Sim, eu sei!- Ela respondeu esperando que ele continuasse a contar.-
_Meu pai sabia que seu pai estava endividado e precisando de dinheiro. Lembrou-se de que ele falava muito de você, do quanto era bonita, da boa educação que tinha e do sonho de se casar. Foi então que ele confidenciou todo o acontecido a seu pai e propôs que se nós nos casássemos, eu teria uma esposa e ele quitaria todas as dívidas de seu pai.
_E meu pai aceitou isso? – Ela estava triste e desapontada.
_Não Verônica, seu pai não foi tão crápula assim. Ele disse ao meu pai que iriam nos apresentar um ao outro, e se você não mostrasse nenhum interesse por mim, não iria obrigá-la a nada. Mas caso você ao me conhecer demonstrasse um interesse espontâneo ele concordaria. Caso contrário ele continuaria com as dívidas, mas não faria a filha casar obrigada com quem não amasse, ainda mais por dinheiro.
_Me lembro bem do dia em que te conheci, fui eu mesma que falei para ele marcar um jantar, para que pudéssemos nos conhecer melhor, conversar mais. Eu havia gostado de você no dia em que nos conhecemos, agora começo a entender. Meu pai insistia se era mesmo o que eu queria, se eu tinha certeza de que o amava mesmo. Então...ele não me vendeu como disse!!! Querendo ou não eu amei você desde o primeiro dia em que te conheci. Amei até....
_Até ...??? –Ele quis saber quando o amor dela havia acabado.
_Até você começar a me usar Nelson. Você transformou, com seu comportamento meu amor em... em nojo, raiva, tristeza. –Ironicamente ele a olhava como quem não soubesse do que ela falava. - você sabe do que estou falando, pare de olhar assim.
_Você sente raiva de mim? Ele perguntou
_Agora? Não, agora sinto pena!
_Porque Pena? Perguntou ressabiado.
_Pena Nelson, porque você foi e é infeliz, porque fez com que minha vida se tornasse um inferno, uma tortura. Você me conhece, se tivesse me falado eu entenderia, você sabe disso, não precisaria ter me submetido a tanto sofrimento com suas manias. E quem sabe hoje estaria vivendo com alguém que realmente amasse!
Verônica disse com uma firmeza que nunca havia tido com ele.
...
Mesmo com uma revelação bombástica dessa, Verônica se mostra compreensiva com Nelson.
ResponderExcluirOi Nice, ela é uma pessoa evoluída e não tem preconceitos e ela tem carinho por ele, apesar de tudo. Eu acredito que vai apoiá-lo e ajudá-lo em sua opção sexual depois que tudo isso passar.Vamos ver!!! Gratidão por sua visita e comentário meu anjo!
ExcluirAmo ler o que vc escreve Sônia. Tô amando esse conto e torcendo para um romance entre Verônica e Pedro. Aguardando...
ResponderExcluirAh que linda! Muito obrigada Nice. de coração! Sim também estou torcendo por um romance entre os dois. Vamos ver, logo saberemos. Beijos meu anjo!
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