Ao voltar do quarto de Nelson, tomou um banho e deitou-se, ela queria esquecer pelo menos um pouco tudo que ouvira.
_Boa noite! – Verônica entrou cumprimentando Lena e aos funcionários presentes.
_Verônica! Fui ao seu quarto para conversar com você, mas dormia tão tranquilamente que resolvi deixar. Venha, vamos até o escritório onde poderemos conversar! – Disse Lena pegando gentilmente em seu braço.
_Nelson conversou com você Lena? Falou tudo que conversamos? –Os olhos dela estavam mais inchados do que de costume e agora sentia a lágrima cair bem quente.
_Falou sim minha querida. Ahh minha filha, como eu queria que nada disso tivesse acontecido. – Lena demonstrava estar profundamente chateada. _Verônica, eu quero que você saiba que mesmo eu tendo conhecimento de toda a história, eu não poderia ser desleal aos meus patrões contando o que eu sabia à você. Eu prometi à eles quando tudo aconteceu que guardaria pra mim, que jamais revelaria a ninguém. -Dizendo isso Lena baixou a cabeça sem encarar Verônica, estava visivelmente triste e abatida com tudo isso.
_Não se preocupe Lena, sei bem separar as coisas. Você não tem nada que se desculpar. Era Nelson, e só ele que poderia me revelar tudo, a vida é dele. E... mesmo tento sido bem dolorido ouvir tudo aquilo, foi melhor assim. -Ela disse à Lena esboçando um sorriso forçado no canto da boca.
_Depois que você saiu do quarto, Nelson veio até mim e contou-me tudo. -Lena levantou-se e caminhou até a estante onde pegou um envelope e estendendo à Verônica explicou: _Ele pediu que entregasse isso à você.
Verônica olhou para Lena enquanto pegava o envelope de suas mãos e perguntou apreensiva:
_Mas... porque? Onde ele está? Porque não me falou ao invés de escrever?
_Ele disse que explica tudo ai, eu vou sair para que fique a vontade. -Lena anunciou.
_Não, fique por favor Lena. - E abrindo o envelope leu o que Nelson havia escrito em voz alta.
Verônica alisava o envelope em sua mão e respondeu:
_Isso é claro pra mim agora Lena! Vou dizer a você o que disse a ele, quem sou eu para perdoar? Também não vou julgá-lo, quero que ele seja feliz, assuma seu verdadeiro desejo e viva plenamente. Dizer à você que vou esquecer? Não, eu não vou esquecer nunca.
_Vou pedir que sirvam o seu jantar, enquanto isso levo o dele -Lena avisou, mas Verônica sugeriu outra coisa:
_O que acha de pedir que preparem comida para nós dois, eu jantaria com Pedro, enquanto conversamos. Você se opõe? -Perguntou.
_De forma nenhuma, farei isso, Pedro vai ficar feliz em jantar com você! -Lena sorriu antes de sair para dar ordens na cozinha e Verônica ficou com seus pensamentos. Pensou no prato solitário sobre a mesa se comoveu ao saber que era pra dela. Se enganou achando que Nelson a estava colocando para fora da fazenda. E resmungou para si mesma com voz baixa:
_Como eu me enganei. Impressionante como as coisas mudam tão rapidamente! Tiramos conclusões precipitadas apenas pelo que veem nossos olhos. Verônica, Verônica, prepare-se, uma nova vida vai começar....
O sinal de aviso de mensagem recebida do aplicativo soou, ela pegou o celular e espantou-se com a hora, já passava das 18:30hs, não se preocupou muito, ela estava precisando desta pausa depois deste longo dia.
Visualizou uma mensagem de Pedro:
“_Oi, está tudo bem? Estou preocupado com você quando puder dê notícias!”
_Nossa, se Nelson não falou com Lena ainda, ela também deve estar preocupada. –Ela sussurrou baixinho enquanto caminhou até o guarda roupas, pegou uma calça jeans, uma camiseta e um tênis, vestiu-se e saiu.
_Nossa, se Nelson não falou com Lena ainda, ela também deve estar preocupada. –Ela sussurrou baixinho enquanto caminhou até o guarda roupas, pegou uma calça jeans, uma camiseta e um tênis, vestiu-se e saiu.
A porta do quarto de Nelson estava fechada, imaginou que ele tivesse também caído no sono.
Desceu rapidamente as escadas e viu a mesa posta na sala de jantar com apenas um prato que repousava sobre a mesa e um par de talheres.
Imediatamente pensou: "Com certeza Nelson falou com Lena e disse-lhe que ela não iria mais fazer as refeições com ele." Por um instante ficou triste, ela disse à ele que iria embora no dia seguinte e não hoje. Respirou fundo e foi a cozinha encontrar Lena.
_Boa noite! – Verônica entrou cumprimentando Lena e aos funcionários presentes.
_Verônica! Fui ao seu quarto para conversar com você, mas dormia tão tranquilamente que resolvi deixar. Venha, vamos até o escritório onde poderemos conversar! – Disse Lena pegando gentilmente em seu braço.
_Nelson conversou com você Lena? Falou tudo que conversamos? –Os olhos dela estavam mais inchados do que de costume e agora sentia a lágrima cair bem quente.
_Falou sim minha querida. Ahh minha filha, como eu queria que nada disso tivesse acontecido. – Lena demonstrava estar profundamente chateada. _Verônica, eu quero que você saiba que mesmo eu tendo conhecimento de toda a história, eu não poderia ser desleal aos meus patrões contando o que eu sabia à você. Eu prometi à eles quando tudo aconteceu que guardaria pra mim, que jamais revelaria a ninguém. -Dizendo isso Lena baixou a cabeça sem encarar Verônica, estava visivelmente triste e abatida com tudo isso.
_Não se preocupe Lena, sei bem separar as coisas. Você não tem nada que se desculpar. Era Nelson, e só ele que poderia me revelar tudo, a vida é dele. E... mesmo tento sido bem dolorido ouvir tudo aquilo, foi melhor assim. -Ela disse à Lena esboçando um sorriso forçado no canto da boca.
_Depois que você saiu do quarto, Nelson veio até mim e contou-me tudo. -Lena levantou-se e caminhou até a estante onde pegou um envelope e estendendo à Verônica explicou: _Ele pediu que entregasse isso à você.
Verônica olhou para Lena enquanto pegava o envelope de suas mãos e perguntou apreensiva:
_Mas... porque? Onde ele está? Porque não me falou ao invés de escrever?
_Ele disse que explica tudo ai, eu vou sair para que fique a vontade. -Lena anunciou.
“Verônica estou voltando à São Paulo para cuidar de tudo.
Vou procurar nosso advogado para que ele de entrada os papéis do divórcio, de forma justa faremos a partilha dos nossos bens.
Será melhor para nós dois que fiquemos um tempo longe um do outro e coloquemos as ideias no lugar. Pretendo voltar assim que tudo estiver resolvido, por enquanto, manteremos contado por telefone caso precise falar comigo.
Deixei o carro para que você use se precisar.
Vou procurar nosso advogado para que ele de entrada os papéis do divórcio, de forma justa faremos a partilha dos nossos bens.
Será melhor para nós dois que fiquemos um tempo longe um do outro e coloquemos as ideias no lugar. Pretendo voltar assim que tudo estiver resolvido, por enquanto, manteremos contado por telefone caso precise falar comigo.
Deixei o carro para que você use se precisar.
Peço, por favor, que continue na fazenda, afinal de contas ela também é sua. Lena te quer muito bem e você poderá ajudá-la enquanto Pedro ainda está convalescente.
Nelson”
Fechando a carta, Verônica comentou:
_Nem sei o que dizer! Nem parece o Nelson dos últimos 15 anos, parece uma outra pessoa.
_ Minha querida, este é o meu Nelsinho, o que ajudei a criar, o que você conheceu e...se apaixonou.
Nelson”
Fechando a carta, Verônica comentou:
_Nem sei o que dizer! Nem parece o Nelson dos últimos 15 anos, parece uma outra pessoa.
_ Minha querida, este é o meu Nelsinho, o que ajudei a criar, o que você conheceu e...se apaixonou.
-Lena sorriu para ela pegando suas mãos- _Sei que não tenho direito de pedir isso Verônica, você sofreu muito todos estes anos e sem saber o porque... mas, se puder perdoá-lo! Ele também uma vítima de toda esta história, do preconceito e dos tabus que o pai jogou sobre ele. -Verônica ouvia tudo calada. _ O Sr. Nelson foi cruel com o filho, nunca mais o abraçou ou falou uma palavra de carinho para o menino, ele tem um sério problema de rejeição.
Verônica alisava o envelope em sua mão e respondeu:
_Isso é claro pra mim agora Lena! Vou dizer a você o que disse a ele, quem sou eu para perdoar? Também não vou julgá-lo, quero que ele seja feliz, assuma seu verdadeiro desejo e viva plenamente. Dizer à você que vou esquecer? Não, eu não vou esquecer nunca.
Mas preciso dar este perdão porque quero ter o direito de ser feliz, de refazer minha vida e quero que ele refaça a dele. E se eu não trabalhar este perdão, não vou conseguir isso. Me entende?
_Eu entendo você, tem toda razão - O celular de Lena cortou a conversa. Depois de atender ela explicou: _É Pedro! Está perguntando de você... e dizendo que está com fome. -As duas deram risada ao imaginar a cara que Pedro fazia quando estava com fome, ele ficava bravo e mal-humorado.
_Eu entendo você, tem toda razão - O celular de Lena cortou a conversa. Depois de atender ela explicou: _É Pedro! Está perguntando de você... e dizendo que está com fome. -As duas deram risada ao imaginar a cara que Pedro fazia quando estava com fome, ele ficava bravo e mal-humorado.
_Vou pedir que sirvam o seu jantar, enquanto isso levo o dele -Lena avisou, mas Verônica sugeriu outra coisa:
_O que acha de pedir que preparem comida para nós dois, eu jantaria com Pedro, enquanto conversamos. Você se opõe? -Perguntou.
_De forma nenhuma, farei isso, Pedro vai ficar feliz em jantar com você! -Lena sorriu antes de sair para dar ordens na cozinha e Verônica ficou com seus pensamentos. Pensou no prato solitário sobre a mesa se comoveu ao saber que era pra dela. Se enganou achando que Nelson a estava colocando para fora da fazenda. E resmungou para si mesma com voz baixa:
_Como eu me enganei. Impressionante como as coisas mudam tão rapidamente! Tiramos conclusões precipitadas apenas pelo que veem nossos olhos. Verônica, Verônica, prepare-se, uma nova vida vai começar....
Que maravilha que tudo está se ajeitando, o quanto uma conversa baseada na verdade, faz a diferença né? Mas fez diferença tbm a mentalidade aberta, de uma pessoa do coração bom como Verônica. Tô feliz com o possível início de namoro com Pedro,ebaaaaa rsrs
ResponderExcluirOi querida Nice, pois é. As coisas estão se ajeitando e outras estão por vir. Obrigada por vir sempre me visitar meu anjo, é um prazer tê-la aqui. Beijos
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