segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Recados do tempo - capítulo VII

Áurea e Júlio estavam ajeitando o que haviam encontrado de alimentos para que todos pudessem comer alguma coisa.

Dr Alberto olhou o relógio que trazia no pulso com o vidro quebrado. 
Era 16:00 hs, fazia oito horas que a aeronave havia caído, estava perto de anoitecer. A temperatura o do local começava a baixar rapidamente.
Ele olhou para os dois ajeitando o alimento, barrinhas de cereais, torradas, manteiga e água. 
Fechou os olhos tentando acalmar o medo que começava a crescer dentro dele. 
Eram as únicas coisas que tinham para comer, e ao deduzir que a alimentação era somente para a viagem de ida, para 84 pessoas. Imaginou que poderiam com racionamento aguentar uns três dias.

Áurea e Júlio começaram a distribuição dos alimentos, eles e o médico foram os últimos a se servir. Sentaram-se perto um do outro ao lado de Jaime, que perguntou: 
_Dr. meu braço me preocupa! Não entendo de medicina, mas...sei que minha situação não é muito segura!

O médico olhou para os dois companheiros do lado e falou:

_ Jaime, não vou te enganar. Sua situação é grave, os medicamentos que lhe dei, vão aliviar a dor por um tempo! Mas você precisa de uma cirurgia, tem uma fratura grave e não temos medicamentos suficientes para evitar infecção.

Jaime, apertou os olhos com a mão que não estava ferida, o desespero tornou-se nítido.

_ Jaime, vamos acreditar que nos encontrarão ao amanhecer? -Disse Áurea tentando aliviar a dor e o desespero do colega. - _ Eles devem estar a nossa procura. - Todos concordaram com a cabeça, mas seus olhos não tinham a mesma certeza.

E agora, viria mais um desafio, resistir aos perigos da noite e não perder a fé de serem encontrados o mais rápido possível!

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