Com sacrifício engatinhando e ora se arrastando pelas frestas, Júlio conseguiu chegar á entrada da cabine, pode somente ver o corpo de
Galvão debruçado sobre o manche, os braços largados e inertes com a mão repousando em concha no chão. Em vão tentou e constatou, não
havia como entrar, com esforço ele conseguiu alcançar a mão direita do piloto, e segurando sussurrou com a voz embargada:
_Descanse em paz meu amigo!– Júlio chorou ao lembrar que poucas horas antes estavam rindo e brincando enquanto tomavam o café no aeroporto.
Jaime, que mal conseguia se mover tamanha dor
que sentia, estava apoiado no encosto de uma das poltronas que se soltaram com
a queda, perguntou:
_Conseguiu alguma coisa Júlio?- Observando que o colega trazia algumas coisas que havia
encontrado dentro da aeronave, mas não perguntou do que se tratava.
_Não Jaime. É
impossível chegar lá!
_E os celulares que encontraram, não estão funcionando?
_Até o momento em que deixei Aura e os outros tentando. Os poucos aparelhos que estavam inteiros não havia sinal! Explicou
Júlio.
Jaime encostou a cabeça novamente no assento, e concluiu:
_De qualquer forma vão nos encontrar. Galvão pediu socorro à
torre um pouco antes da queda! Só não sabemos quando nos acharão. Percebeu que
estamos numa espécie de vale?
_Sim percebi! Pensei em pegar os celulares e subir – Júlio apontou
com a cabeça para o alto do morro- _ Quem sabe eu consiga sinal.
Jaime sem dizer nada observou Júlio se afastar. Pensou que precisaria encontrar a caixa preta do avião!
....
Nenhum comentário:
Postar um comentário