segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Verônica - Parte 5

_Bom dia! – Cumprimentou Nelson ao chegar diante da mesa do café da manhã onde estavam Verônica, Lena e Pedro já terminando o café!

_Bom dia! – Todos responderam.

_Nelsinho! Pedi para prepararem a geleia de amoras que você gosta! – Disse Lena levantando-se da mesa e colocando o vidro de geleia ao lado de Nelson, dando-lhe um beijo suave na cabeça.

_Obrigada Lena! 

_ Estive pensando em ir à “Fazenda do Jaguar”. Pedro, você sabe se o Pai de Ernesto ainda a tem ou a vendeu? -Perguntou Nelson fazendo com que os olhares de Lena e Pedro se cruzassem com cumplicidade.

Lena respondeu poupando a Pedro de dar respostas.

_Não vendeu não Nelson, ainda é de Ernesto. Depois que o pai dele faleceu, você lembra? Há uns três anos atrás, ele cuida de tudo agora! – Ela conhecia bem o filho e sabia que Pedro poderia falar tudo que desejava falar para Verônica. Apesar de ser reservado e ter consciência de que a vida deles que não lhe diziam respeito, Pedro não concordava com o destino que as coisas haviam tomado depois do episódio que levou o pai de Nelson mandá-lo para estudar na cidade grande.

_ Então Ernesto ainda mora lá! Vou vê-lo, conversar e colocar os assuntos em dia! Nem me lembro quanto tempo faz que não vejo meu amigo. 

_Vou com você, não sai daqui desde que chegamos! E posso conhecer o Ernesto, você sempre me falou dele e desde que nos conhecemos nunca o vi. Verônica disse animada.

_Não! - O tom de Nelson tornou-se pesado e sem espaço para questionamentos. 

_Vou sozinho, é papo de homem, negócios, fazenda, animais. Você vai ficar entediada. Você fica eu vou sozinho. -– Dizendo isso, levantou-se e colocando o chapéu na cabeça perguntou:

_ O cavalo está pronto Pedro?

_Sim está selado e pronto para montar! Você ainda lembra o caminho da Fazenda Nelson? -Perguntou Pedro.

_Sei sim, fique tranquilo Pedro. 

Vendo Nelson se afastar, Lena e Pedro se mantiveram em silêncio, Verônica percebeu no olhar deles alguma coisa que ela ainda não sabia. 

Calou-se segurando no peito as perguntas de uma vida inteira.



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